segunda-feira, 15 de setembro de 2014

DOADOR À SEMELHANÇA DO PAI

O doador foi tratado no seu egoísmo latente. Mas o mérito da doação não está no ato, mas na forma, pois a motivação certa no doar aprimora a doação. Esta só causará impacto, só levará benefício e cura se for movida pelo Amor.
A criatura fora concebida para amar, mas a rebelião original também desfigurou o Amor pré-concebido. Amar tornou-se sinônimo de busca do prazer individual, sua origem tornou-se o egoísmo.
Este Amor fez do próprio o alvo, assim a direção do Amor foi dirigida para o interior, enquanto o verdadeiro e original Amor tem seu alvo no exterior. A direção foi invertida.
Amar e ser amado traz para si mesmo o sentimento de felicidade, a força centrípeta do Amor. Mas a essência verdadeira do Amor é a incondicionalidade e sua direção é para fora, a força centrífuga do Amor, que vem se desvanecendo em detrimento daquela.
A essência do Criador é o Amor e agora, restaurada Sua criatura, promovendo-a a Filho, Ele, o Pai, quer devolver-lhe esta Sua essência.
No tratamento de restauração do ser antes caído, separado, distante do Criador,  o agora Filho poderá amar como Pai. Esta é a boa notícia: podemos sim, como filhos, aprender a amar com Ele.
Nesta nova relação Pai-filho, esta aprendizagem será um processo, lento, com recaídas, mas garantido. Experimentar o gozo deste Amor, antes desconhecido, é a maior experiência do ser humano.
“Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro” (I João 4:19). O Amor do Pai gera em nós este Amor. Altamente transcendental é experimentar ser amado assim pelo Pai, mas é indescritível a experiência de poder amar assim o próximo.
Perceber que o Amor do Pai está em nós e gera em nós atitudes surpreendentes é maravilhoso.
Doação é resultado deste Amor. Podemos agora dar, movidos por algo sobrenatural, e assim vermos a diferença do que é esta doação em Amor.

SCM

20/11/2013

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