segunda-feira, 6 de outubro de 2014


A GRANDE FAMÍLIA ACABOU?

A melhor série da televisão brasileira acabou, a “Grande família” trouxe risos e emoções para a telinha durante mais de 14 anos.
Acontece que não só conceito, mas aquela família tradicional, com o pai sentado à cabeceira da mesa e todos os demais membros e agregados sentados ao redor, parece que acabou também.
Seria este mundo “fast” que já não permite que a família sente para, pelo menos, comer juntos? Ou seria a selvagem luta pela sobrevivência que tornou o homem egoísta, mesquinho e insensível? Ou seria o desconhecimento da importância da família para uma sociedade saudável? Ou seria o argumento simplista de que falta Deus no coração do homem? Ou não seria um pouco de cada uma destas tentativas de explicar o fim da “Grande família”?
Na verdade não tenho a pretensão de o explicar, só consigo observar o fenômeno e lutar para reverter este quadro, mesmo que seja, aparentemente, inglória nossa luta. Digo aparentemente porque tenho experimentado na minha própria família e em várias famílias restauradas que vale a pena a peleja. Não é uma questão de conservadorismo, mas ainda é possível resgatar momentos de família, simples, como uma refeição com todos à volta da mesa.
É verdade que são muitos os inimigos a combater, a começar pelas próprias autoridades do país que incentivam comportamentos que ferem e minam a unidade da família, pseudos intelectuais que agridem seus valores com filosofias baratas e vãs, que arrastam incontáveis incautos, conceitos pós-modernos que exaltam a permissividade, onde o que importa é o prazer pessoal e as verdades construídas por si mesmo, e por fim a falta do conhecimento de Deus, fruto de um relacionamento pessoal, onde a religião é descartável.
Para se antepor a estas mazelas, pego emprestado o discurso de Neemias: “Não tenham medo deles. Lembrem-se de que o Senhor é grande e temível, e lutem por seus irmãos, por seus filhos e por suas filhas, por suas mulheres e por suas casas". (Neemias 4:14).
Nossa humanidade e nossos limites físicos, emocionais e espirituais tantas vezes tentam nos fazer desistir, mas é maravilhoso perceber que, de repente, eu poderia dizer do nada, mas não é do nada, nascem novas forças, alguém renasce, um marido retorna ao lar, um filho se reconcilia com o pai, um casal volta a se beijar depois de tanto tempo sem se tocarem, a paz é reencontrada no lar, o sorriso volta a trazer brilho aos rostos cansados de chorar. Aí percebemos o milagre e a poderosa mão de Deus a nos sustentar e Sua voz soprar aos nossos cansados ouvidos de tanto barulho da incompreensão: “valeu a pena, meu filho. Eu estou contigo. Não te deixarei, jamais te abandonarei”. Esta voz, que só eu ouço, aliás ouvem todos que, desprovido de qualquer interesse escuso, se doam pelo próximo, se doam pela família, esta ideia genial de Deus.
Não. Um contundente Não. A Grande família não acabou.

SCM

06/10/2014

2 comentários:

  1. Isso sem contar os waths apps, facebooks e sms que vêm pra mesa com nossos filhos e netos. rsrsrs

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