terça-feira, 14 de outubro de 2014


NOSSOS JOVENS GRITAM POR AJUDA

Nosso trabalho com jovens já fazem alguns anos, tanto em Portugal quanto no Brasil. Ao chegar do 15º Encontro de Jovens com Cristo da equipe do norte de Portugal, vim com esta constatação, já de algum tempo, mas desta feita muito vincada.
No sonho de alcançar a juventude desta época, constato entre os jovens não cristãos dois tipos. Aqueles que não querem tentar a Cristo, mesmo não crendo na Sua existência e aqueles que, pelo benefício da dúvida, querem conhecê-Lo, alguns até duvidando da sua veracidade.
Quantos aos jovens cristãos, vejo 4 tipos. Aqueles que se consideram cristãos, mas que não conhecem a Cristo, aqueles que o conhecem e vivem uma vida apática sem sentido, aqueles que O conhecem, mas estão limitados pela cosmovisão que lhes foi passada e aqueles que O conhecem num relacionamento pessoal e real e que possuem, como eu, uma santa indignação.
Tanto um quanto o outro me comovem e me incomodam. O que posso eu fazer por esta geração? O que tenho feito com a experiência e conhecimento adquiridos até aqui com minha existência? Que herança irei deixar para a geração que me segue que poderá torná-los mais ricos e melhores do que sou? Em quem deixei marcas que se perpetue como uma tatuagem até a morte?
Malala Yousafzai, jovem paquistanesa de 17 anos, acabou de ganhar o Nobel da Paz. Ela com tão pouca idade entrou, com justiça, para a história como a mais jovem galardoada e seu discurso ecoará ainda por muitos anos. “Uma criança, professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”.
E nós? Quantos anos temos? Qual tem sido nosso discurso? Não precisamos ganhar um Nobel para marcarmos nossa existência. Mas temos algo mais precioso que a Malala, temos a Jesus. Que tal lutarmos e proclamarmos que “um jovem, um mentor, uma bíblia e Jesus podem mudar o mundo”?
Tenho visto jovens sem entender o significado de existir, alguns desorientados, outros fanatizados pelas ideologias que lhes incutiram nos seus cursos académicos ou por seus líderes, outros levados pelas facilidades e prazeres, outros vítimas do abandono, sem terem oportunidades, como eu e você tivemos.
“I have a dream”, como o pastor Martim Luther King Júnior dizia. Sim, eu também tenho um sonho. Meu sonho é levar esta geração a fazer uma revolução pacífica através de Jesus, servindo ao próximo. Colocar a mão no arado e preencher os inúmeros espaços que a sociedade esqueceu ou rejeitou. Levá-los a serem “sal da Terra” e “Luz do mundo” e isto só pode ser fora das quatros paredes da igreja e não será feito sentados. Não estou a pregar contra a igreja, pelo contrário, ela é a noiva de Cristo e se suas vestes se mancharam a culpa é minha, é nossa. Na igreja aprendo, adoro e comungo com irmãos. Mas fora dela vou na direção dos maltrapilhos, que Brennan Manning falava.
Meu peito dói, meu coração bate acelerado, meus olhos marejam e minha voz é represada de um grito que quer ecoar pelos quatros cantos do mundo. “Desperta tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo te esclarecerá”.
Vi, mais uma vez, neste fim-de-semana, jovens, independentemente da sua relação com Cristo, querendo gritar, olhos ansiosos querendo ver, braços estendidos para serem abraçados. Vi jovens me olharem querendo referência, coerência e atenção aos seus apelos. Desejo de serem melhores, mas não sabem como. Olharam para mim querendo respostas. Olharam para mim querendo serem meus amigos.
E é isto que tenho para dar e vou lhes dar, minha amizade, com ela minha atenção, meus ouvidos, meu abraço, minha solidariedade, a que preço for. Venha juntar-se a mim neste sonho maluco de transformar o mundo.

SCM

13/10/2014

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