terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O GANHO DO DOADOR

A nossa natureza é egoísta, a rebelião contra Deus e a consequente separação, nascida na origem, no gênesis, fez-nos assim, contrariando a plano inicial de Deus para Sua criatura.
A nossa semelhança com o Criador perdeu-se naquele momento. Seus atributos que se perpetuariam em nós, não mais distinguem o homem do restante da criação.
O pecado desfigurou-nos, deixou-nos distantes do plano original, separou-nos do Criador e nos tornamos escravos do Mal.
Mas este Criador, movido pelo Seu Amor, um dos Seus atributos que perdemos, encontrou uma solução, deu-nos mais uma chance. Esta agora iniciaria com uma reconciliação, uma volta às origens num plano de relacionamento eterno.
A obra-prima criada, mas desfigurada pelos fungos do pecado, seria agora restaurada pelo próprio artista que a criara. Mas esta restauração teria que primeiro ser uma escolha voluntária da própria criação e a seguir viria um processo lento e penoso, mas recompensador. A criação ganharia sua beleza original.
Neste tratamento o egoísmo teria que ser trabalhado – arrancar um pedaço de si mesmo, que já faz parte do ser, iria doer, mas seria necessário.
Abrir mão daquilo que consideramos nosso, herdado ou adquirido, não seria fácil. Mas a insistência amorosa do Criador, agora Pai, deu-nos possibilidade de sucesso.
O objetivo é o altruísmo e o altruísta é um doador.
O doador tem prazer em dar, pois assim é com o Pai, que deu Seu mais precioso bem, Seu Filho.
Seu prazer é dar aos Seus filhos e surpreendê-los nesta doação, tanto na forma, quanto no momento e quantidade.
Agora doador, a criatura se alegra em dar, em surpreender, em ver o brilho dos olhos daquele que ganha. Pois mais vale dar do que receber.
SCM

19/11/2013

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