segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

QUEM SOU EU?


Não conhecemos a nós mesmos. Pensamos que sim, mas nossa essência, o mais profundo do nosso ser, na verdade, é desconhecido.
Desconfiamos quem somos, mas, mediante observação atenta, com humildade a reconhecer, perceberemos que não somos o que pensamos ser ou o que gostaríamos ser.
Um espelho que refletisse a alma nos revelaria. Mas existe este espelho? Algum gênio o inventou? Onde encontrá-lo? Como adquiri-lo? Mas este espelho, se há, me assusta.
O espelho que contemplamos nosso exterior é acusador, frontal, sincero em demasia, não esconde nada. Ele revela nossa beleza, mas, sem rodeios, nos aponta os defeitos, as imperfeições. Este espelho só funciona na luz. Na escuridão ele silencia.
Na verdade quero confessar que descobri o espelho da alma. Este precisa da Luz, da Luz do Mundo. Mas, diferentemente do outro, este não é acusador. Ele revela o feio, as mazelas, sem desculpas, mas o faz com amor e com esperança de transformação.
A questão é: Eu quero mirá-lo? Quero descobrir-me? Estou satisfeito com o que vejo? Ou mais ainda: quero deixar-me ser transformado? Ou quero continuar como sou?
Há esperança de mudança e ela não está no espelho que nos desnuda, mas sim na luz que nos ilumina, Jesus.

SCM

04/10/2013

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